Para não me perder, preferia ficar calado,
atento apenas ao borbulhar de borboletas
dentro do meu cérebro. (Caio F. Abreu)
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sábado, 18 de setembro de 2010

Ponto.

Assustei-me ao perceber o quanto um simples ato pode elevar uma alma, fazer com que ela queira ouvir uma outra canção e até trazer o sorriso sincero de volta. Foi numa tarde de sexta-feira que aconteceu, isso eu sei bem... só não me pergunte quando se repetirá, pois eu ainda me pergunto se vai voltar a acontecer. Possibilidade que atira pela janela toda a felicidade que veio com ela...
Mudo a roupa, o sapato, o cabelo...numa tentativa de espremer toda a saudade num cantinho minúsculo do coração, mas de nada adianta se todo dia tenho que refazer os caminhos que me lembram você. Os mesmos em que eu estive com você.
Conhecer um outro alguém talvez fosse bom... mas eu perdi meu coração, a chave foi-se embora e talvez até seja jogada fora. E então, menina de lata por enquanto fico, quando há muito pouco vivia por aí vestida com a fantasia da Bela Adormecida, na fase do "Felizes para Sempre", cantando o amor. Agora as letras mudaram e uma ouvinte hoje sou. A voz desafinou, desentoando a melodia e ,minha dor, combinaram de calar.
" Ela era como um cubo mágico, que eu tinha medo de quebrar tentando montar, mas ainda sim, passaria minha vida inteira se preciso tentando cuidadosamente encaixar todas as cores do meu tão valioso cubo mágico. "