Para não me perder, preferia ficar calado,
atento apenas ao borbulhar de borboletas
dentro do meu cérebro. (Caio F. Abreu)
atento apenas ao borbulhar de borboletas
dentro do meu cérebro. (Caio F. Abreu)
sábado, 16 de outubro de 2010
dia 1/2.
Sinto o calor da chuva escassa que desliza pelo meu rosto como um rio. Vem nessa correnteza pra lavar os caminhos traçados com o pincel da última fase do amor. Leva correnteza, todos os vestígios desse sentimento, vamos racionalizar também.. e deixa estar, que mais cedo ou mais tarde, um dia ele de novo vem. Seca sol, a fonte dessa cachoeira, se eu te amo tanto assim... tá errado, tenho que antes me amar inteira.
Egoísta.
Todos me dizem que voce é só complicação, que não me merece, não me sente, não me gosta. Mas eu também sou complicada, só que te mereço, te sinto e te gosto. O que te faz pensar que você é tudo isso mais do que eu ? Você não chegou tão fundo pra descobrir, mas chegou fundo o suficiente em mim, pra eu não conseguir te tirar daqui, te arrancar, expulsar. E agora que tu mora aqui, comigo, inquilino inoportuno que incomoda em cada milésimo de segundo que permanece perto. Curioso é que distante tu te fazes. Mas longe aqui só no amor, na lembrança.. na minha dor estais mais presente que eu mesma em mim. Preciso te tirar daqui. Sem aluguel tu moras, sem deveres tu se instala, sem coração tu me abandona, sem consideração tu me machuca. O que te faz pensar que só tu sente alguma coisa ? que tu não me deve nada? Alguma coisa fora você mesma te faz pensar? Você pensa em alguma coisa que não seja você? Porque eu...eu penso em ti o tempo todo. Eu quero te sentir o tempo todo e não sei como negar nada disso a mim...e aí, vou aprendendo contigo a como me negligenciar. Torço o tempo todo pra em algum momento começar a te odiar...
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
I said, I miss you.
Eu tenho mesmo que sair disso. Ir embora, fechar a porta, jogar a chave fora, gritar bem alto pra exorcizar TUDO de uma vez. Dar vez a mim, que já sou complicada o bastante, pra me envolver com outras complexidades indecifráveis. Eu quero sentir algo que não seja tristeza, tédio, submissão, saudade e desejo. Eu quero começar a sentir quem eu sou, independente dos outros serem, quererem e gostarem. Eu quero ir embora levando só o que importa comigo. É, eu quero fugir, sempre quis. Já ouvi centenas de vezes que fugir não adianta, que só você mesma pode resolver suas coisas enfrentando-as com um escudo de ferro amarrado ao peito. Só que, por experiência própria... por centenas de vezes, vejo que isso também não funciona. Não sei o que funciona, não sei como vencer. Não lembro mais quando venci. Me acostumei a perder... sendo lucro, apenas o perder menos, ao invés de perder mais. Me falta coragem de fazer alguma coisa, todas as coisas. Quando tento, caio desajeitada ao chão...qual o estímulo pra tentar de novo? Tenho medo de continuar assim...muito medo e nenhuma coragem.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Desvantagem
Escrevo sem saber por quê, sem saber pra quem. É só por não poder escolher outra coisa pra ocupar as horas estáticas, pra conter as lágrimas que dificultosamente percorrem o caminho do meu rosto, pra servir de apoio ás batidas do meu coração... que lenta... lentamente me levam a lugar nenhum.
Escrevo pra me salvar de mim mesma, organizar-me em sentidos escritos aquilo que sinto, sem sentido algum. Escondendo, até por trás de palavras o que orgulhosamente alguém gostaria de saber, de ter, cuidar e retribuir. Tranco porque estar em perigo não me deixa em vantagem. Mesmo que eu tenha estado assim por todo o tempo, não posso aumentar ainda mais o nível. Sem enfraquecer...ou tentando não enfraquecer, espero um dia me desprender desse costume... viver pra me salvar de mim mesma. Saber orgulhosamente o que eu gostaria, ter, cuidar e retribuir, sem trancar. Ficar empatada na vantagem, parar de andar em círculos de tabuleiro, de início em início...
Escrevo pra me salvar de mim mesma, organizar-me em sentidos escritos aquilo que sinto, sem sentido algum. Escondendo, até por trás de palavras o que orgulhosamente alguém gostaria de saber, de ter, cuidar e retribuir. Tranco porque estar em perigo não me deixa em vantagem. Mesmo que eu tenha estado assim por todo o tempo, não posso aumentar ainda mais o nível. Sem enfraquecer...ou tentando não enfraquecer, espero um dia me desprender desse costume... viver pra me salvar de mim mesma. Saber orgulhosamente o que eu gostaria, ter, cuidar e retribuir, sem trancar. Ficar empatada na vantagem, parar de andar em círculos de tabuleiro, de início em início...
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" Ela era como um cubo mágico, que eu tinha medo de quebrar tentando montar, mas ainda sim, passaria minha vida inteira se preciso tentando cuidadosamente encaixar todas as cores do meu tão valioso cubo mágico. "