Para não me perder, preferia ficar calado,
atento apenas ao borbulhar de borboletas
dentro do meu cérebro. (Caio F. Abreu)

sábado, 2 de outubro de 2010

Desvantagem

Escrevo sem saber por quê, sem saber pra quem. É só por não poder escolher outra coisa pra ocupar as horas estáticas, pra conter as lágrimas que dificultosamente percorrem o caminho do meu rosto, pra servir de apoio ás batidas do meu coração... que lenta... lentamente me levam a lugar nenhum.
Escrevo pra me salvar de mim mesma, organizar-me em sentidos escritos aquilo que sinto, sem sentido algum. Escondendo, até por trás de palavras o que orgulhosamente alguém gostaria de saber, de ter, cuidar e retribuir. Tranco porque estar em perigo não me deixa em vantagem. Mesmo que eu tenha estado assim por todo o tempo, não posso aumentar ainda mais o nível. Sem enfraquecer...ou tentando não enfraquecer, espero um dia me desprender desse costume... viver pra me salvar de mim mesma. Saber orgulhosamente o que eu gostaria, ter, cuidar e retribuir, sem trancar. Ficar empatada na vantagem, parar de andar em círculos de tabuleiro, de início em início...

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" Ela era como um cubo mágico, que eu tinha medo de quebrar tentando montar, mas ainda sim, passaria minha vida inteira se preciso tentando cuidadosamente encaixar todas as cores do meu tão valioso cubo mágico. "