Escrevo sem saber por quê, sem saber pra quem. É só por não poder escolher outra coisa pra ocupar as horas estáticas, pra conter as lágrimas que dificultosamente percorrem o caminho do meu rosto, pra servir de apoio ás batidas do meu coração... que lenta... lentamente me levam a lugar nenhum.
Escrevo pra me salvar de mim mesma, organizar-me em sentidos escritos aquilo que sinto, sem sentido algum. Escondendo, até por trás de palavras o que orgulhosamente alguém gostaria de saber, de ter, cuidar e retribuir. Tranco porque estar em perigo não me deixa em vantagem. Mesmo que eu tenha estado assim por todo o tempo, não posso aumentar ainda mais o nível. Sem enfraquecer...ou tentando não enfraquecer, espero um dia me desprender desse costume... viver pra me salvar de mim mesma. Saber orgulhosamente o que eu gostaria, ter, cuidar e retribuir, sem trancar. Ficar empatada na vantagem, parar de andar em círculos de tabuleiro, de início em início...
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