Para não me perder, preferia ficar calado,
atento apenas ao borbulhar de borboletas
dentro do meu cérebro. (Caio F. Abreu)
atento apenas ao borbulhar de borboletas
dentro do meu cérebro. (Caio F. Abreu)
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
I said, I miss you.
Eu tenho mesmo que sair disso. Ir embora, fechar a porta, jogar a chave fora, gritar bem alto pra exorcizar TUDO de uma vez. Dar vez a mim, que já sou complicada o bastante, pra me envolver com outras complexidades indecifráveis. Eu quero sentir algo que não seja tristeza, tédio, submissão, saudade e desejo. Eu quero começar a sentir quem eu sou, independente dos outros serem, quererem e gostarem. Eu quero ir embora levando só o que importa comigo. É, eu quero fugir, sempre quis. Já ouvi centenas de vezes que fugir não adianta, que só você mesma pode resolver suas coisas enfrentando-as com um escudo de ferro amarrado ao peito. Só que, por experiência própria... por centenas de vezes, vejo que isso também não funciona. Não sei o que funciona, não sei como vencer. Não lembro mais quando venci. Me acostumei a perder... sendo lucro, apenas o perder menos, ao invés de perder mais. Me falta coragem de fazer alguma coisa, todas as coisas. Quando tento, caio desajeitada ao chão...qual o estímulo pra tentar de novo? Tenho medo de continuar assim...muito medo e nenhuma coragem.
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" Ela era como um cubo mágico, que eu tinha medo de quebrar tentando montar, mas ainda sim, passaria minha vida inteira se preciso tentando cuidadosamente encaixar todas as cores do meu tão valioso cubo mágico. "
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