Para não me perder, preferia ficar calado,
atento apenas ao borbulhar de borboletas
dentro do meu cérebro. (Caio F. Abreu)

domingo, 21 de novembro de 2010

Novidade

Tenho medo do novo, porque não me confia segurança. Quanto menos me dá, mais exige de mim e eu não consigo privar-lhe de sentir-se seguro. Porque segura de mim, eu sou. De mim a mim, de mim para você, traço caminhos, rotas perdidas nas aspirações, selos que fecham as combinações.  As cores, os lugares, os sons, as caras, os suspiros, as mágoas... tudo parece retroceder, voltar a aparecer. Ou me dá demais, que por melhor que seja, não consigo interpretar, quando se retira uma parte. Pedacinho que mim, que vai pouco a pouco, durante dias doendo até se recompor, se refazer. substituir a dorzinha insistente por uma vagamente onipresente.
é. esperar pra ver.

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" Ela era como um cubo mágico, que eu tinha medo de quebrar tentando montar, mas ainda sim, passaria minha vida inteira se preciso tentando cuidadosamente encaixar todas as cores do meu tão valioso cubo mágico. "